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quarta-feira, 23 de abril de 2014

e traz a troika também

o desespero é a morte dos fracos
dos pobres de espírito
dos esquecidos da história da nação

sombra alarve dos tempos
quando ao pensar o homem mina
os caminhos da união

saber seguir é ser livre
e aceitar o duro sacrifício
porque deus quer
uns homens sonham
e os outros trabalham

quinta-feira, 6 de março de 2014

2 POEMAS ABERTOS AO REGIME, SALIVA

exorto à primavera que desponta
na erva fofa que cobre os prados
escutando chilrear os pássaros
resmalha-me um regato na boca
e é por isso que em ti penso coelho
correndo para minha toca

dão-te caça a torto e a direito
mas tu   único e verdadeiro
és um coelho muito esperto

cada palavra tua uma luz divina
que se entorna por mim adentro

tens perdido cabelo
isso que dizem é só inveja
corre para a minha toca coelho
que eu coço-te a careca


***



no longo frio do inverno
se se assoma a névoa da incerteza
enxugo as lágrimas do medo
e prendo ao quentinho do meu pensamento
os teus discursos sobre crescimento

és duma língua empreendedora
esgalhas tão bem as palavras
quando à coragem portuguesa teces loas
ardem-me os peitos quais fagulhas

ergues alto o mastro da nação
seguem-te muitos capitães
com a brava espada na mão

não me amansa a fera
a pena do poeta peço-te
do alto da sofreguidão
coelho quando possas
refunda-me a constituição

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

há uma troika dentro de mim

não consigo explicar a felicidade
que me trazem as vozes inequívocas
da inquestionável sabedoria imperial

tenho andado pela noite a contar tostões
sem saber o que fazer desta tremenda insónia
com os olhos desfeitos em sangue
porque tenho guardado o pranto

e num segundo de luz abissal e virtude
vou dando passos e sinto‑me seguro
porque o país está muito melhor